Aranha aquática tece o seu próprio tanque de oxigênio
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Cientistas da Universidade de Berna, Suíça, determinaram que as aranhas usam estes tanques de mergulho, chamados sinos de ar, como reservatórios, seguindo e substituindo os níveis de oxigénio de forma a permitir aos animais sobreviver debaixo de água.
"O sino de ar das aranhas aquáticas está de certa forma a trabalhar como um pulmão externo", explica o co-autor do estudo Michael Taborsky.
Encontrada em lagos através da Europa do norte e central, a aranha aquática é a única aranha que passa toda a sua vida debaixo de água. Visto que estes pequenos aracnídeos castanhos respiram ar, adaptaram o sistema do sino de ar para recolher oxigénio da atmosfera.
O sino de ar serve para múltiplos propósitos, diz Paul Selden, professor de paleontologia de invertebrados da Universidade do Kansas. "A aranha aquática usa este sino de ar de forma a poder viver longe dos predadores terrestres e como ninho seguro para os ovos e para os juvenis." Para além disso, o sino de ar também é usado para acasalar e para devorar as presas.
Usando pequenos pêlos nas patas e no abdómen, as aranhas aquáticas aprisionam bolhas de ar que retiram da superfície da água, que depois transportam para reservatórios subaquáticos especialmente construídos com seda.
À media que a aranha enche a estrutura de seda com ar, esta assume uma forma de sino e um brilho prateado. A membrana sedosa permite a difusão do oxigénio para o interior e do dióxido de carbono para a água que a rodeia, de forma a que as aranhas não tenham que repor o seu suprimento de ar tão frequentemente.
Mas até à realização deste estudo, os cientistas não sabiam que as aranhas também usavam os sinos para respirar. A investigação será publicada na edição de Outubro da revista Journal of Experimental Zoology Part A: Ecological Genetics and Physiology
Para o estudo, os cientistas examinaram oito fêmeas de aranhas aquáticas, porque as fêmeas passam consideravelmente mais tempo nos sinos de ar que os machos.
A equipa substituiu o volume de gás no sino de ar de cada aranha com oxigénio puro, dióxido de carbono puro ou com ar ambiente para controlo para testar se as aranhas avaliam a qualidade do ar nos sinos. A ideia era que se as aranhas dependem dos sinos de ar como fonte de oxigénio, a sua capacidade de detectar quantidades elevadas de dióxido de carbono e restaurar um equilíbrio é crítica.
As aranhas do teste só reagiram ao tratamento de dióxido de carbono, emergindo mais frequentemente e aumentando o comportamento de construir sinos até que os níveis de oxigénio estivessem suficientemente elevados.
"O facto de as aranhas reagirem da mesma forma perante oxigénio puro e ar normal indica que devem medir o teor de dióxido de carbono nos sinos e não de oxigénio. O aumento da concentração de dióxido de carbono pode significar para a aranha que a estrutura de seda não está a manter a reserva de ar de forma adequada."
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segunda-feira, 15 de julho de 2013
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